Segundo capitulo
Estava começando a esfriar vovó falou que já estava na hora de irmos deitar, porque amanhã acordariam cedo. Peguei o violão e dei boa noite para eles dando um beijo no rosto e me retribuíram com um na testa. Coloquei o violão cuidadosamente no canto do quarto, perto da janela e sentei na cama, senti que estava esquecendo alguma coisa quando pensar que não vovó bateu na porta e falou para escovar os dentes, “é matou a charada”, falei comigo mesmo. Coloquei meu pijama e fui escovar os dentes, fiz meu xixi e fui para cama. Trouxe a coberta até o busto e fiquei ereta olhando para o teto, me recordando dos momentos bons da minha vida. Apesar de eu ser revoltada, sempre fui amorosa com minha família e sempre recebi amor. Desde pequena eles me mimam, mas fazer o que, a culpa é deles, por isso sou chata deste jeito. –virei - Agora preciso criar juízo, pelo menos tentar, mas sinto que ainda preciso fazer mais algumas coisinhas - HAHA- estou na flor da idade, só tenho apenar 15 aninhos poxa. – fechei os olhos e dormi profundamente.
Foi uma noite sem sonhos, já estava acordada, mas nem tinha aberto os olhos ainda, abri o esquerdo, depois o outro, despertei finalmente, fiquei sentada na cama ainda com a cabeça no sono e bocejava seguidamente. Procurei meu chinelo e fui para o banheiro ajeitando eles no pé. Fechei a pesada porta azul de madeira e me sentei no sanitário. Demorava muito para acordar, tinha vezes que eu abria os olhos e ficava sentada na cama, mas ainda dormia e quando acordava levava o maior susto, dessa vez não demorou muito para que minha pessoa despertasse. Peguei minha escova e coloquei a pasta e escovei os dentes, fiz minhas necessidades e fui para o quarto, abri as cortinas pesadas cor creme e o sol veio de encontro sem pedir licencia na minha cara, logo em seguida coloquei as mãos no rosto e fui tirando aos poucos. Olhei para ver se não estava àquela movimentação de empregados e achei estranho, porque não estava, fechei novamente a cortina e me sentei na cama, fiquei pensando na vida um pouco e levantei disposta. Coloquei um short com bastante estampa e uma regata laranja, amarrei os cabelos num rabo de cavalo e fui para a sala. Meus avôs tinham saído e só estava Zumira, nossa empregada. Cheguei à cozinha e vi aquela mesa cheia de coisas, perguntei á Zumira para o que era, ela me respondeu fria e amigavelmente que eram para mim. Arregalei os olhos e disse que não precisava, mas ela falou que foi vovó que mandou aí eu rir. Sentei-me na cadeira e puxei mais próximo da mesa. Comi tanto que minha barriga ficou doendo, era comida para mais de semana, e não era exagero meu. Fui para a sala, fiquei deitada um pouco quando estava quase tirando um profundo cochilo o telefone tocou, barulheeento.Me sentei rapidamente e levei a mão no coração e logo em seguida atendi. Oh my God, era minha mãe.
-Alô? – disse e falei o mesmo – a Danieli se encontra? – arregalei os olhos.
-Mãe, sou eu. – falei normalmente.
-Danielli? Sério mesmo? –disse num tom envergonhado.
-Claro NE, sou eu, Danieli Camargo Villeneuve. – falei quase soletrando.
-Nossa filha que voz diferente amor, e aí como você está? E seus avôs? Ta tudo bem? – o mulher que fazia pergunta em uma frase só.
-Sim, sim ta tudo bem mãe e ai? – falei seca e já querendo saber logo a resposta.
-Também, ta gostando da fazenda ? – ela já sabia a resposta, mas dessa vez ironizei.
-Oras você não sabe o quanto nem quero voltar para a casa mais. – rir baixinho.
-Noooooooooossa Danieli, é de se surpreender, o que aconteceu para você gostar tanto desse lugar? Arranjou um “carinha” para te satisfazer? – disse a palavra com aspas num tom diferente e logo me lembrei do cara da montanha e fiquei séria.
- Talvez... Mas caso ele souber me satisfazer te ligo e falo que não quero voltar, ok?
-ta. Agora tenho que desligar, seus irmãos chegaram e se eles souberem que é você vão querer ficar de papinho. Ah... Mande um beijo para seus avôs e diz que seu pai também.
- Tchau – falei seca e desliguei. – Por que toda vez que ela me liga é assim esse tormento? Ai que mulher chata, às vezes acho que não é minha mãe. – sentei no sofá emburrada com os braços cruzados e depois levantei para tomar um pouco de ar. O sol como sempre estava radiante, mas hoje se encontrava com um pouco de nuvens não estava muito quente. Voltei para o quarto e permaneci ali até meus avôs chegarem, por incrível que parece hoje consegui pensar um pouco da minha vida, era difícil eu me entender, mas pensando no que aconteceu e nas coisas que fiz nas minhas atitudes pude perceber que nem sempre eu estava com a razão. Durmi em dois peridos de 2 horas, Meu Deus nunca tinha dormido tanto assim Recorde Maximo. O mínimo de tempo que conseguia dormir a tarde era de 00:30 e ainda me chamavam de preguiçosa incrível como implicavam comigo mesmo quando eu estava quieta no meu canto, mas fazer o que é a vida, cada dia que passa mais desconfio que não sou dessa família, mais pensando bem implicam comigo porque gostam de mim e querem meu bem. De uns dias para cá andam me agourando demais, certo que na fazenda eles não enchem muito, mas em casa pelo amor de Deus. Depois que mamãe teve os gêmeos esta insuportável comigo, me deixa de lado,quando vou falar com ela inventa que precisa fazer algo ou ir ver se os meninos estão bem, claro que já estou grande, mas preciso de um pouco de atenção, antes desses indivíduos existirem tudo era maravilhoso eu vivia ganhando presentes e era super mimada, mamãe e papai me davam a maior atenção do mundo, agora nem falam comigo direito acho que só ligam para cá para não fazer desfeitas se não vovô começa a brigar com eles e no final tudo vem a mim.
Quando ela descobriu que estava grávida eles eu achava que tudo seria melhor quando vinhessem que iríamos brincar sempre e que mamãe e papai estariam sempre com a gente para o que precisarmos, sim, isso aconteceu, mas diferente do que imaginei só foi com eles e eu fiquei de canto, jogada, por isso virei essa menina revoltada,rebelde e continuarei dando trabalho, porque só assim eles me vêem como filha, quando me dão bronca, quando recebem algum bilhete quando são chamados na escola e coisa parecida. Somente desse jeito eles vêem que eu ainda existo. Talvez me esqueceram porque já sei fazer coisas sozinhas e não preciso mais deles para contar historias a noite ou também porque já tenho 15 anos. O ultimo dia que tiveram comigo juntinhos e qualquer coisa que eu pedisse fizessem foi quando completei quinze anos e fizeram a melhor festa da minha vida uma das coisas mais significantes da minha vida e que ficará para sempre, também por isso pelo ultimo dia que fizeram alguma coisa e que me deram atenção. Quando acabou a festa eles viajaram no dia seguinte eles e os gemeos, me chamaram, mas não quis ir queria aproveitar mais a festa por incrível que pareça todas as festas que tinham em casa sendo comemoração ou não durava uns 2 á 3 dias casa cheia, mas dessa vez eram só de amigas minhas, passei dois dias pulando, bebendo se entupindo de coisas banais e que a partir daquela idade tudo aquilo ia mudar na minha vida, eu estaria livre leve e solta sem mãe nem pai para me encher o saco e me mimar – segundo Jeniffer minha amiga, eu tinha bebido demais e estava fazendo tudo que me vinha na cabeça, minha casa estava cheia de pessoas de ambos os sexos e eu estava insuportável me esfregava com todos os garotos da festa e estava louca para perder a virgindade. Jeniffer me disse que por eu estava tão doida, tão cheia de luxuria na cabeça me enfiei no quarto dos meus pais com dois garotos e foi naquele dia que tudo começou a dar errado na minha vida. Eu perdi a virgindade, a viajem dos meus pais deram errado eles me pegaram na cama transando com dois garotos. Só me lembrava da minha mãe gritando no quarto e eu em cima de um menino coompletamente nua e com uma latinha de cerveja na mão, esses pensamentos vinham e iam da minha cabeça, acho que foi por isso que tudo foi por água abaixo. – Quando Jeniffer me contou isso eu nem acreditei, minhas partes intimas estavam doloridas e meu corpo também ela me disse que foi a pior coisa que ela presenciou na vida, que nunca tinha visto ou ouvido algo do tipo, ela me disse também que minha mãe expulsou todo mundo da casa e quase ia me colocando também, mas Denise, nossa empregada não deixou. fiquei de boca-aberta quando ela me contou, depois de uns dias minha memória foi se refrescando e eu pude recordar de algumas coisas daquele dia, cada ocasião que eu lembrava me sentia mau e meu corpo doía por inteiro. Foi por isso que me mandaram para cá e por outras tantas coisas.